quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Arquitetura e Culto Protestante. Parte 1

O protestantismo brasileiro é conhecido, infelizmente, pelo seu gosto estético duvidoso. Há razões históricas para tal. Até a proclamação da República, em 1889, os templos denominados " acatólicos " não podiam ostentar simbolos religiosos.

Após a definitiva separação entre igreja e estado no Brasil, as ditas denominações históricas de origem missionária ( presbiteriana, metodista e batista),grandemente influenciadas pelos chamados movimentos de "avivamento" nos EUA, não dedicaram atenção para questões litúrgicas e arquitetônicas. Não bastando, uma liturgia mais trabalhada era considerada muito próxima do " romanismo " ( catolicismo-romano), na época, grande inimigo do protestantismo recém implantado.

Esta questão era tratada de forma diferente pelos anglicanos, também conhecidos como episcopais, e luteranos, majoritariamente concentrados na região sul do Brasil. Estes dois ramos evangélicos sempre dispensaram uma forte ênfase em assuntos litúrgicos e arquitetônicos.

No entanto, encontramos no primeiro tipo de protestantismo honrosas e belas exceções. Assim,vou iniciar uma série de post´s mostrando que nem toda igreja evangélica é brega ou feia, assim como um culto protestante pode ser rico em simbolismo sem deixar sua essência reformada de lado. Neste caso, imagens são mais úteis que palavras. Começarei mostrando a minha casa, isto é, a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, conhecida como Catedral Evangélica de São Paulo .
Posteriormente, colocarei imagens de outras igrejas presbiterianas, metodistas, luteranas, batistas e anglicanas, provando que bom gosto não é monopólio de nossos irmãos católicos. Espero que gostem.


























2 comentários:

  1. Maravilhosas fotos da nossa amada Catedral.
    Parabéns também pelo texto.

    Que Deus continue derramando bênçãos sobre a 1ªIPI SP, seus pastores, ministros de música, líderes e demais membros.

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  2. Lucas 15
    Ouvir
    1 E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.
    2 E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.
    3 E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:
    4 Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la?
    5 E achando-a, a põe sobre os seus ombros, jubiloso;
    6 E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
    7 Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
    8 Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?
    9 E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
    10 Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
    11 E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
    12 E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
    13 E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
    14 E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
    15 E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
    16 E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
    17 E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
    18 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
    19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
    20 E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
    21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
    22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
    23 E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
    24 Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.
    25 E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
    26 E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
    27 E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
    28 Mas ele se indignou, e não queria entrar.
    29 E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
    30 Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
    31 E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
    32 Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.
    Lucas 16

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