quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Jesus Histórico e suas evidências


“A dúvida acerca da existência real de Jesus carece de fundamento e não merece uma só palavra de réplica. Fica completamente claro que Jesus está, como autor, atrás do movimento histórico cujo primeiro estágio palpável temos na mais antiga comunidade palestinense”. Com estas palavras, o teólogo luterano Rudolf Bultmann, um dos mais influentes do século passado, classificou como improcedentes as inúmeras teorias desenvolvidas, principalmente entre os séculos 18 e 19, que apregoavam a não existência de Jesus como personagem realmente histórico e, sim, como mera projeção subjetiva da então nascente comunidade cristã.

O embrião destas idéias encontra-se nos trabalhos de F. Volney e Ch. F.Dupuis, ambos produzidos em 1791. Porém, a obra de maior importância, cuja temática era a negação da existência real de Jesus, foi escrita por volta de 1877, tendo como autor o alemão Bruno Bauer. Historicamente, como bem atestou Bultmann, este ceticismo radical a respeito da existência de Jesus foi considerado improcedente pela quase totalidade dos modernos historiadores. Segundo Remi Gounelle, professor de teologia na Faculdade Protestante de Estrasburgo, França, nenhum historiador sério questiona que um certo Jesus de Nazaré viveu em uma determinada área do território palestino por volta do primeiro século.

No entanto, alguns céticos radicais vivem apregoando uma suposta inexistência de relatos extra-bíblicos a respeito de Jesus. Será que estas afirmações procedem? A resposta é: não! Existem fontes confiáveis oriundas de escritores judeus e pagãos que atestam a existência de Jesus. Entretanto, não podemos recorrer a estas citações visando estabelecer um perfil minucioso e detalhado de Jesus no que diz respeito à sua vida e atos. Nestes relatos, Jesus é apenas citado. Não há interesse por parte de seus autores em esmiuçar sua vida. Mesmo assim, estas simples citações são consideradas, pelos historiadores, elementos comprobatórios da existência do ser humano Jesus.

Fontes judaicas

Dentre as fontes judaicas, destacam-se as fornecidas por Flávio Josefo. De origem aristocrata, Josefo nasceu por volta do ano 37 d.C, em Jerusalém. Considerado um dos maiores historiadores hebreus, escreveu, entre tantas obras, clássicos como Antiguidades judaicas e História da Guerra Judaica. Mas o que Josefo diz sobre Jesus? A primeira citação, encontrada em Antiguidades Judaicas, é considerada absolutamente original e fiel: “Anás convocou os juízes ao Sinédrio e ordenou que levassem à presença deles o irmão de Jesus, ao qual chamam Messias, cujo nome era Tiago, e alguns outros. Acusou-os de terem transgredido a lei e entregou-os para que fossem apedrejados.” (Antiguidades, 20, 200). Neste trecho, Jesus é citado de forma indireta, porém de maneira absolutamente clara. O foco da narrativa é Tiago. Não sendo muito conhecido, o mesmo é apresentado como sendo irmão de Jesus, o que supõe a importância e o reconhecimento histórico da pessoa de Cristo. Outro detalhe importante para a posterior cristologia: Josefo atesta que Jesus era reconhecido por seus discípulos como Messias.

A outra conhecida citação a respeito de Jesus encontra-se na mesma obra e é relativamente controversa. Trata-se do chamado Testimonium Flavianum. Segundo estudiosos, houve inúmeras interpolações, isto é, acréscimos de cunho cristão em uma versão deste trecho. Convém lembrar que Josefo era um judeu pertencente ao partido dos fariseus e, como tal, jamais escreveria, como encontramos na citada versão, frases a respeito de Jesus como: “Naquele tempo, quando Pilatos era governador, apareceu Jesus, um homem sábio, se é que realmente é lícito chamá-lo de homem”; ou: “Ele era o Messias” e outras de cunho claramente cristãs. Segundo Armand Puig, historiador e doutor em ciências bíblicas, após anos de estudos, especialistas chegaram à conclusão que o Testimonium é um fragmento autêntico de Flávio Josefo, porém, com posteriores acréscimos cristãos como os citados brevemente acima.

Além de Josefo, encontramos no contexto judaico, referências à pessoa de Jesus na Guemará, parte integrante do Talmude. São duas peças literárias encontradas no Tratado de Sanhedrin do Talmude da Babilônia. Ao contrário de Josefo, que escreveu de forma neutra sobre Jesus, estes escritos rabínicos são negativos. Tal atitude é compreensível, pois Jesus era considerado herege para o judaísmo.

Fontes pagãs

O mundo gentio também traz citações significantes a respeito do Jesus histórico. Tácito, importante historiador romano, escreveu entre os anos 116 DC a obra Annales. Comentando a respeito da origem do termo “cristão”, Tácito escreveu: “Este nome vem de Cristo, que, quando Tibério era imperador, tinha sido condenado à pena capital pelo procurador Pôncio Pilatos. Momentaneamente reprimida, esta superstição perniciosa voltou a ressurgir, não apenas na Judéia, berço do mal, mas também em Roma, onde chega e se espalha por todo o lado tudo aquilo que existe de terrível e vergonhoso” (Annales 15,44).

Outro historiador romano, chamado Suetônio (70 DC), em sua obra, A Vida de Cláudio, cita a influência de Jesus Cristo em eventuais distúrbios ocorridos entre judeus em Roma: “Cláudio expulsou os judeus de Roma por causa dos distúrbios constantes provocados por Cristo” (Vida de Cláudio, 25).

Plínio, o Jovem, governador romano da província da Bitínia, cita diretamente Cristo em uma carta enviada ao imperador Trajano, comentando a respeito da jovem igreja cristã: “Tem por hábito reunir-se no dia acordado antes do romper do sol e elevar cantos a Cristo como deus, onde recitam coros. Comprometem-se ainda, sob juramento, a não fazerem nada de mau e absterem-se de cometer roubos, de viver como malfeitores e de cometer adultério, de romper palavra dada, e não negarem a guardar o dinheiro que lhes seja confiado” (Cartas, 10,96).

Fora do contexto romano, mas dentro de uma cultura helenista, há o testemunho de dois importantes escritores. Comentando a destruição de Jerusalém em 70 DC, o filósofo estóico Mara Bar-Serapião refere-se a Jesus de forma indireta, denominando-o “rei sábio”. Por fim, o pensador sírio Luciano de Samósata, em seu trabalho De morte Peregren, faz uma avaliação do comportamento dos primeiros cristãos baseada na pessoa de Jesus: “Antes de tudo, estes infelizes cristãos estão convencidos que são imortais e de que viverão para sempre. Por isso, desprezam a morte e muitos a enfrentam voluntariamente. Seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos. A partir do momento em que renunciaram os deuses da Grécia, passaram a adorar seu sofista crucificado e amoldaram suas vidas aos seus preceitos. Eles também desprezam todos os bens, mantendo-os para uso comum.”

Após tão claros apontamentos, seria um ato de desonestidade histórica negar que realmente Jesus passou por esta terra. Porém, mesmo com fontes não cristãs bastante claras, algumas pessoas ainda insistem que as mesmas são exíguas. Para Gabrielle Cornelli, filósofo brasileiro ligado à Universidade de Brasília e um dos organizadores do livro Jesus de Nazaré- uma outra história, obra pioneira no assunto em nosso país, a documentação a respeito de Cristo não é exígua. Inclusive, se comparada ao que temos a respeito de Sócrates, importante filósofo grego, é relativamente numerosa. De acordo com o já citado historiador francês Remi Gounelle, o argumento derradeiro que atesta a real existência de Jesus é a atitude dos opositores do cristianismo no primeiro século. Filósofos e pensadores judeus e pagãos, mesmo tendo combatido o cristianismo de forma agressiva, nunca colocaram em dúvida a existência de Jesus. Caso Jesus não tivesse realmente existido, o argumento de sua não existência seria usado, sem sombra de dúvida, pelos perspicazes inimigos do cristianismo.

POR : ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA

Fontes
Jesus, uma biografia. Armand Puig. Paulus Portugal.
Jesus Cristo Libertador. Leonardo Boff. Vozes.
Revista História Viva, edição especial temática número 19, “Um homem chamado Jesus”.
Revista Galileu, número 186.

15 comentários:

  1. vc ja tinha abordado esse tema antes, andre. e continuo gostando dele.
    realmente anima os animos, entende?

    ei vou dar uma olhada nessa bibliografia, principalmente no "Jesus, Uma biografia". pe legal???

    beijo

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  2. Rayssa, é que este texto é de minha autoria ( dá para se notar, é bem fraquinho) e foi publicado na revista da Igreja Presbiteriana Independente.

    Não chega aos pés do post anterior, de autoria do do Flávio de Souza Cruz, do AD CUMMULUS. Aquele sim, é show de bola ! Um texto com várias notas, referências, acadêmico, mesmo.

    Sobre esta temática, há uma série de link´s no blog do Flávio ( além do que reproduzi por aqui)

    veja só :

    http://adcummulus.blogspot.com/search/label/Jesus%20Hist%C3%B3rico

    http://adcummulus.blogspot.com/2010/02/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

    http://adcummulus.blogspot.com/2009/12/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

    http://adcummulus.blogspot.com/2010/02/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

    Em resumo, isto sim é um baita trabalho ! Lendo coisas como estas, pode-se não crer no Cristo Deus como é apresentado por nós, cristãos, mas não aceitar o Jesus homem, histórico, é tão absurdo como achar que metade dos personagens antigos eram mitológicos.

    Sobre o livro do Puig, é fantástico. Só há um problema, é da Paulus de Portugal, portanto, não sei se vc achará com facilidade. Proponho um similar em qualidade, bastante fácil de ser encontrado;

    " O Jesus Histórico- Um Manual- Gerd Theissen e Annette Merz- Loyola

    PS : Autores alemães.....

    Clássico.

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  3. oi, André!

    amei vc começar o texto com uma citação de Bultimann!

    os cristãos hj se apegam demais à divindade de Jesus, e se esquecem da importância do Jesus histórico, não só como um exemplo a ser seguido, como a essa questão levantada em seu texto, da prova de sua existência.

    seu texto está mto bom!
    mas falar q vc escreve bem é redundante! =]

    parabéns!

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  4. os escritos de Josefo são muito provavelmente falsificações, e na verdade depôem contra o cristo dos evangelhos. Se ele fosse um personagem tão influente, josefo teria dedicado muito mais do quê umas poucas linhas duvidosas.

    Tácito provavelmente falava sobre Crestus, não Cristo, que era essênio.

    A carta de Plínio também é falsa.

    É bom citar Fócio, que afirmou que nenhum judeu contemporânio de Jesus falava dele. Foi destituido do seu cargo por isso.

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  5. correção, Crestus que era essênio, não Jesus.

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  6. Caro Gabriel, boa tarde.

    Me perdoe, mas a única citação de Josefo considerada parcialmente falsa, isto é, interpolada, é o Testimonium Flavianum. A citação a respeito de Tiago é considerada verdadeira por quase totalidade dos estudiosos.

    Além do mais, quem disse que Jesus, na época de Josefo, era tão importante ? Era um galileu, líder de um movimento marginal do judaísmo e completamente sem importância para Roma.

    A citação de Tácito refere-se, sim, a Jesus, pois a citação da origem do termo " cristãos" comprova tal premissa.

    A citação de Plínio não é interpolada. Desconheço
    literatura acadêmica que defenda tal tese.

    No mais, acredito que os link´s do blog ADD CUMMULUS ,citados na minha resposta para a Rayssa, são bem mais ricos que minha simples matéria.

    Abraços e obrigado pela visita.

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  7. Ah,Gabriel, usando como base " histórica" os registros do NT, acho muito pertinente esta declaração do historiador Michael Grant, ateu e um dos maiores especialistas em história do Império Romano;


    " Se aplicarmos ao Novo Testamento, como nós devemos, a mesma sorte de critérios que devemos utilizar para outros escritos da antiguidade contendo material histórico, nós não podemos mais rejeitar a existência de Jesus sem o fazer o mesmo com um grande número de personagens pagãos cuja realidade de suas figuras históricas nunca é questionada. Certamente, existem todas aquelas discrepâncias entre um evangelho e outro. Mas nós não negamos que um evento aconteceu apenas porque alguns historiadores pagãos como, por exemplo, Livio e Polibio, o descreveram de maneiras diferentes. Que houve um rápido crescimento de lendas em volta de Jesus não pode ser negado, e isso aconteceu muito rápido. No entanto, também houve um rápido desenvolvimento de lendas em torno de figuras pagãs como Alexandre o Grande, ainda que ninguém o considere completamente mítico ou fictício. No fim das contas, os métodos críticos modernos não dão suporte a teoria do Cristo Mítico. E, de novo, mais uma vez, ela foi "refutada e rejeitada pelos estudiosos de primeira linha". Nos anos recentes "nenhum estudioso sério ousou levantar a tese da não historicidade de Jesus", ou muito pouco o fizeram, e mesmo assim não conseguiram ser bem-sucedidos frente a forte e abundante evidência contrária"

    Michael Grant

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  8. Para ficar mais fácil consultar os temas comentados por vc, abaixo, os link´s :

    http://adcummulus.blogspot.com/2010/07/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html


    http://adcummulus.blogspot.com/2010/02/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

    http://adcummulus.blogspot.com/2010/04/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

    http://adcummulus.blogspot.com/2010/06/significancia-de-jesus-e-escala-richter.html

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  9. A farsa do Jesus histórico.

    Para os primeiros cristãos, Jesus Cristo não era um ser físico, mas uma emanação espiritual, um ideal a ser disseminado, a partir do qual o indivíduo descobriria a verdade por si mesmo e em si mesmo, depositando toda certeza íntima na possibilidade do Cristo interior. Portanto, Jesus Cristo não era judeu, não nasceu em Belém, não fez milagres, não foi anunciado por profecias, não anunciou o reino dos Céus e tampouco morreu na cruz pelos pecados de ninguém.

    O Jesus histórico só passou a existir depois que a ala que formaria a futura ortodoxia cristã resolveu trazê-lo do tempo mítico para o tempo histórico. O motivo da grande inovação religiosa do cristianismo, se comparada às demais concepções religiosas da época, foi o progresso do proselitismo judeu junto às classes baixas. Receando que o mundo se tornasse judeu, os gregos, como não tinham nada para enfrentar a força do Antigo Testamento, optaram pela criação de um antídoto ─ um judaísmo grego.

    O gnosticismo cristão atendia a uma parcela das classes altas, mas se mostrava desinteressante como um recurso para enfrentar o judaísmo no meio popular. Daí a vitória da ortodoxia e a perseguição ao gnosticismo, que passou a ser considerado uma heresia.

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  10. Quais as fontes para tal, caro Medina ? Mesmo para os gnósticos, Jesus existiu, de fato, porém não foi verdadeiramente humano, mas fez uso de uma mera fantasia humana. No entanto, nunca negaram que um certo espírito iludiu a todos, se fazendo passar por homem real !

    Tanto os relatos paulinos, como os evangelhos, datados de apenas 35 após a morte de Cristo, confirmam sua historicidade.

    Isto sem falar em relatos de Josefo, Tácito, Plínio, Luciano de Samossata e etc..

    Me desculpe, mas expressiva maioria dos historiadores dá como certa a existência do Jesus histórico.

    PS : Realmente, Jesus não nasceu em Belém, mas sim em Nazaré

    Abraços

    André

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Perguntei-me porque a história é muda enquanto os historiadores cristãos são tão falantes? Fui buscar a resposta e http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-verencontrei essa:

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  11. Apenas para referendar minha idéia, de que , para os gnósticos cristãos, Jesus nunca assumiu uma forma verdadeiramente humana, mas TEVE APARÊNCIA HUMANA,portanto andou pela Palestina no século I, transcrevo o texto abaixo. Portanto, ao contrário do que o amigo afirma, mesmo para os Gnósticos, Cristo nunca foi uma mera idéia.

    Abaixo;

    " Segundo a doutrina, Cristo se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Segundo algumas linhas gnósticas, Cristo não veio em carne e nunca assumiu um corpo físico, nem foi sujeito à fraqueza e às emoções humanas, embora parecesse ser um homem, enquanto a principal linha de gnosticismo cristão, a Valentiniana defende a tese próxima do nestorianismo, doutrina cristã nascida no Século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, sendo Cristos (o ungido) o éon celestial que a um tempo se une a Jesus. Alguns historiadores afirmam que o apóstolo João se refere a esse assunto quando enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo l .14) e em sua primeira epístola que "todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus..." (l Jo 4.3). Os escritos joaninos são do final do primeiro século, quando nasceu o gnosticismo. No entanto, muitas comunidades gnósticas tinham o Evangelho de João em alta conta."

    Fonte :

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo

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  12. Que um Jesus existiu é provável, mas o resto, não passa de um farsa montada por Constantino.
    O anseio da raça humana por Cristos, Avatares, Messias, Libertadores, Avalokiteshvara's, Boddhisatvas e simples Heróis a "La Robin Wood e Willian Tell" sempre foi flagrante diante das injustiças humanas, mas "tentar" transformar uma piada infantil e contra as Leis de Deus (Natureza) num catecismo e doutrina sérios é como embrulhar esterco numa embalagem de presente.
    Da mesma forma, obrigar qualquer homem a aceitar essa teocrática mentira para fazê-lo seguir o corretíssimo anseio de se espiritualizar através dos ensinamentos budistas de Jesus é desumano e cruel.
    O homem que busca a Deus de verdade e com sinceridade no coração, jamais aceita tamanha pantomima.
    Sigo o exemplo do Cristo no que tange a sabedoria do Buda, mas a doutrina da salvação com todos os contos da carochinha (milagres), só para quem não quer ver a verdade.

    Pobre Jesus, sua alma deve tremer ao ver o que os homens fizeram consigo!

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  13. O que se tem do Jesus histórico são apenas desculpas para a sua não confirmação como figura histórica. Quando não se tem um único motivo para justificar sua existência e diversos a contrariar, o que deve prevalecer?
    A religião percebida como um instrumento político é bem diferente de quando é percebida como um instrumento de aperfeiçoamento moral. A tendência é que ela seja apreciada preferencialmente pela segunda possibilidade. No entanto, é sob o ponto de vista secular que faço essa reflexão a respeito da origem do cristianismo. Conheça um pouco mais a respeito da origem da nossa cultura ocidental. Visite a página do livro A Origem do Cristianismo em Reflexão, no Facebook:
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    E adquira o seu exemplar em:
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